Passagem I | Passage I • 2004/2018
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 160 x 120 cm
Interior I | Interior I • 2018
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 40 x 40 cm
Interior II | Interior II • 2018
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 116,5 x 132 cm

MARCOS DUPRAT dipinti

Galleria Candido Portinari | Palazzo Pamphilj
Piazza Navona 10 | Roma
Mostra dal 16 novembre 2018 al 18 gennaio 2019
dal lunedi al venerdi, ore 10 > 17

Seja quando suas obras se referem ao mundo exterior, seja quando se referem a interiores – ou, nas palavras do próprio artista, ao mundo interior – o elemento dominante da pintura de Marcos Duprat é a luz, que ele apreende através do uso rigoroso da técnica tradicional da velatura. Esta consiste na produção da cor através da sobreposição, por transparências e acréscimos, de diversas camadas de tinta. Trata-se, como já observou, a propósito de uma exposição de Duprat, o grande crítico José Guilherme Merquior, de “uma pintura lenta, em adágio, propícia à meditação do duplo, à ponderação da série, à perquirição da profundidade”.

Assim, as pinturas de Duprat, como toda verdadeira obra de arte, são produzidas através de uma relação dialética – de amor e de luta – entre suas intenções iniciais e a atenção às exigências, aos caprichos e às sugestões da obra in fieri. A cada passo, ele se sente solicitado pela própria pintura a desenvolver novas soluções pictóricas, em função tanto das necessidades de cada situação imprevista quanto de oportunidades que antes não existiam. Duprat conhece profundamente a complexa relação entre o pintor, a matéria com a qual trabalha e a técnica que emprega. É sem dúvida ao uso sutil e criterioso da velatura que se deve a extraordinária pulsação cromática de suas obras.

Nas pinturas que se referem ao mundo interior destacam-se, por um lado, janelas, portas, corredores e passagens iluminadas que conduzem ao mundo exterior e, por outro lado, espelhos que, por sua faculdade reflexiva, evocam a possibilidade da introspecção, ou seja, de uma interioridade ainda mais profunda. Aliás, observe- se que, também nas telas referentes ao mundo exterior, encontra-se – nos reflexos luminosos das superfícies líquidas dos mares ou lagos que contêm – a sugestão da autocontemplação, isto é, de um retorno ao mundo interior. Temos assim um incessante retorno do mundo exterior ao interior, e vice-versa. O fato é que a pintura de Marcos Duprat (pondo entre parênteses a apreensão meramente instrumental e utilitária do mundo que domina nossa vida cotidiana) convida nossa imaginação a não apenas passear pela superfície de suas telas, mas a mergulhar nos seus diáfanos corredores, espelhos, passagens, lagos e mares.


Both in the images that address the world outside and those that depict interiors- or, in the artist’s own words,the inner world-light plays the leading role in the paintings of Marcos Duprat and he captures it through the rigorous and traditional technique of velatura. This is the making of color through the building up of transparencies and the superposition of several layers of oil pigment.As the great critic José Guilherme Merquior has remarked on the occasion of one of Duprat’s exhibition “ It is a slow painting, adagio-like,favouring meditations on the double, the well pondered series, the research into depth.”

So the paintings of Duprat, as any true work of art, are produced through a dialectic -of love and struggle -between his initial intentions and the attention to the demands, whims and suggestions of the work in fieri.

At each step, he is called by the painting itself to develop new pictorial solutions, determined by the needs of each unforeseen situation as well as by new opportunities. Duprat has a deep knowledge of the complex relationship between the painter and the working materials as well as the technique he uses. It is undoubtedly through his subtle and wise use of velatura that he achieves the extraordinary chromatic vibration of his works.
In the paintings that relate to the interior world it is prevalent the use of windows , doors , corridors and passages and , on another level, mirrors that, through their own reflecting faculty, evoke the possibility of introspection, or, in other words, an even deeper interiority. In fact, it should be noticed that the suggestion of self contemplation extends itself to the images that depict the outside world - the luminous reflections in the liquid surface of seas and lakes- and point out to a return to the inside world . So we have an on-going speculation movement between inside and outside, and vice-versa. The painting of Marcos Duprat ( opening a parenthesis on the merely instrumental and utilitarian perception of the world so domineering in our daily life) invites our imagination not only to look at the pictorial surface but furthermore to explore and dive into these transparent corridors, mirrors, passages, lakes and seas.

Antonio Cicero Lima
Rio de Janeiro, ottobre / october 2018

Interior III | Interior III • 2016
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 40 x 40 cm
No Estúdio | At the Studio • 2014
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 122 x 92 cm
Passagem II | Passage II • 2018
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 122 x 92 cm
Amarelo | Yellow • 2015
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 34 x 34 cm
Água e Pedras | Water and Rocks • 2012/2018
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 132,5 x 116,5 cm
Limites I | Boundaries I • 2014/2016
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 121,5 x 92 cm
Azul | Blue • 2015
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 34 x 34 cm
Limites II | Boundaries II • 2017
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 159,5 x 119,5 cm
Limites III | Boundaries III • 2016
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 46 x 38 cm
Horizonte I | Horizon I • 2018
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 122 x 92 cm
Vermelho | Red • 2015
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 34 x 34 cm
Horizonte III | Horizon III • 2013/2014
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 137 x 122 cm
Horizonte II | Horizon II • 2014/2018
Óleo sobre tela | Oil on canvas • 121,5 x 91,5 cm